Jovem paraguaia descreve experiência de evangelizar no sertão

15/04/2015
in Blog

Com 25 anos servindo a igreja latina, a Movida (Movendo Vidas), tem se engajado em preparar e capacitar jovens para missões. Trata-se de um ministério cristão, latino, internacional e interdenominacional com o propóstio de desafiar o jovem cristão a uma entrega totl a Deus e a crescer em sua relação com Ele. Além disso, tem o objetivo de fornecer ferramentas para que estes descubram seus dons e talentos, bem como motivá-lo a um serviço comprometido em sua igreja local e mobilizá-lo nas missões mundiais.

Durante o CIMA, evento promovido pela Movida, a jovem paraguaia Priscila Raquel ouviu a voz de Deus para fazer missões no Sertão. Ela encarou o desafio de evangelizar os nordestinos. A experiência impactou e mudou a sua vida e seu relacionamento com Deus. No depoimento abaixo, a missionária relata sua experiência no sertão. Confira:

Priscila

Priscila

 

“A realidade era que antes de ir para o congresso CIMA Paraguai-Brasil, minhas expectativas eram mínimas. Não havia nenhuma possibilidade de que as cinco horas para Hernandarias me impressionariam e alertariam tanto! Eu estava totalmente alienada de Deus. Não freqüentava a igreja há cerca de dois meses.. Eu não me importava com a salvação das pessoas. Não estava interessada nas pessoas não-alcançadas e muito menos em ir para o congresso e interagir com outros, que para mim, eram “hipócritas”. Eu esperava apenas passar uma semana longe de casa.

No congresso, Deus teve o cuidado de falar comigo desde as oficinas, isso já nos primeiros dias. A primeira oficina que participei (não foi por escolha, mas porque nas outras oficinas não tinha mais vaga), foi falado sobre povos não-alcançados do Brasil. O preletor foi Pastor Beat Roggensinger. Ele foi quem transmitiu os seus conhecimentos e sua esperiência. O primeiro orador da conferência paralela foi o irmão Guillermo, que falou sobre “mentoring”, que é a capacidade de aprender com outra pessoa e a capacidade de ensiná-lo.

Nas duas primeiras palestras já havia aprendido muito no congresso. Eu não podia experimentar e praticar o aprendido, mas pensei que em algum momento da minha vida eu poderia provar. Sabia que o desejo não seria realizada uma semana depois. Assim como todos os dias, a pregação foi feita. O pastor falou sobre os povos não-alcançados e como eu tinha participado da oficina, ouvi ainda mais informações. Leandro Sandoval, coordenador de Movida Paraguai, falou no final da pregação que nenhum participante havia se inscrito para a experiência de aprendizagem no Sertão. Mas eu havia dito a um amigo que se tivesse pago ficaria “feliz da vida”. Não sabia que Deus tinha ouvido o meu comentário. Minutos após, veio o convite para quem quisesse ir para o sertão nordestino. Os interessados deveriam se manifestar. Ouvi claramente que Deus falou comigo no meu coração me dizendo para me levantar da minha cadeira. Estava sentada na frente, então, decidi obedecer a voz de Deus.

Foi um passo de fé que tinha dado. Na verdade, ir para a frente foi uma decisão tomada sem pensar porque Deus tinha me dado uma ordem para obedecer, e eu obedeci. Depois de ir para a frente, tinha dúvidas se eu iria, então, Deus falou comigo de novo e disse: “Se eu lhe disse para ir para o Brasil, você vai”. Naquele momento, eu comecei a chorar, porque era a Sua confirmação. Mais tarde, houve um encontro entre aqueles que queriam ir para o sertão. O Sr. Leandro Sandoval quis saber quem iria para o Brasil, e como os planos de Deus são perfeitos e verdadeiros, decidi que iria.

Sinceramente, estava com medo, afinal, estava indo sozinha para um lugar desconhecido com um povo de língua diferente. Deus sabia disso, mas ele deu-me a companheira perfeita: Lorina Goetz. Finalmente, chegou o dia tão esperado! Estávamos extremamente ansiosos para descobrir o que Deus tinha preparado, mas perdemos o vôo e nós estávamos desesperadas. Eu tinha tanta certeza de que Deus já tinha confirmado que eu iria. Estávamos em território brasileiro sem comida, água ou lugar para dormir, no entanto, Deus providenciou.

Enfim chegamos ao Sertão! Naquela noite, descansamos na casa do pastor Roggensinger. No dia seguinte, fomos para outra casa. No sertão, Deus viu a necessidade que existia naquele lugar: não havia igrejas nestes povoados. Meu coração bateu profundamente. Ouvi histórias de que as crianças poderiam se casar aos doze anos e muitas famílias foram abandonadas pelo pai, já que estes teriam que trabalhar em outro lugar. Se voltassem era para visitar apenas duas ou três vezes por ano, mas a maioria não retorna, pelo contrário, acaba constituindo outra família em outro lugar. Como eu poderia ajudar? Todos os dias Deus falou ao meu coração em relação às crianças (o que antes não fazia). Antes, eu não gostava de crianças, mas Deus me deu esse ministério.

Lorina

Senti um profundo amor pelas pessoas. Sabia que muitos estavam separados de Deus, escondidos no ocultismo e bruxaria. Percebi que podemos ser luz na escuridão. Como diz em Mateus 9:37, isso é necessário: “… A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Muitas pessoas precisam saber que Deus existe. Que só o Senhor pode dar felicidade e paz, mas infelizmente, poucas pessoas se atrevem a deixar o seu conforto para ir ao Sertão ganhar almas para o Senhor.

Agradeço a Deus em primeiro lugar por ter me permitido participar do congresso bi-nacional de CIMA Paraguai-Brasil e me proporcionar essa experiência no Brasil com a organização da PróSERTÃO, onde finalmente foi confirmada a minha vocação missionária. Fui muito abençoada por Deus e os meus mais profundos agradecimentos ao Pastor Beat Roggensinger e ao Leandro Sandoval com suas famílias, dando-me a oportunidade de conhecer e experimentar o amor de Deus em minha vida.

O Sertão é uma necessidade de Deus. Estejamos entregues e dispostos para a essa necessidade: levar o Evangelho às pessoas. Encorajo todos a ir para esse lugar. Se sentem o chamado e sentem essa necessidade, que possam ir e orar pelo Brasil.

A Frase da PróSERTÃO é “o deserto florescerá”. Isso significa que, se estivermos prontos e entregues à obra do Senhor e nos comprometermos totalmente à causa do evangelho, o deserto pode florescer, as pessoas daquele lugar podem conhecer o autor e consumador da fé que é Jesus Cristo, mas quem vai assumir esse desafio? Será que existirá pessoas dispostas a deixar o seu conforto para entregar o evangelho? … Espero que sim.

P.R.A.

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